Antes de mais, importa explicar como surgiu esta porra de nome, para quem ainda tiver dúvidas. O chefe de grande parte desta gente chama-se Luís Sobral, a malta trabalha a ritmos inacreditáveis, pelo que não passamos de meros alternos do Sobral. Logo, Sobralternos.
O raio de acção deste nome é vasto, desde as alegadas ligações a Sobral de Monte Agraço (falsas, apesar de a terrinha já ter um parque infantil e até ter sido salpicada com neve neste domingo, 28/01), passando pela ideia lançada para o ar de que não seriamos mais que Alternadeiros do Sobral. Não me parece bem. A malta ganha pouco, trabalha muito, mas dá o corpo com gosto, por amor, não por dinheiro.
Como surgiu a ideia? Mais que o como, importa o onde. Na casa de banho. É um espaço de eleição para este tipo de ideias luminosas. Aliás, como reflecti há dias, a casa de banho é por estes dias o único sítio onde uma pessoa tem total liberdade. Há sempre o risco de algúem entrar pelo quarto dentro sem bater (maior se vivermos acompanhados, ligeiramente mais baixo de morarmos sozinho, mas ainda assim possível). Na casa de banho, não.
Entramos para aquele espaço exíguo e sentimo-nos verdadeiramente à vontade. Ninguém ousa violar aquela privacidade, com medo do que possam encontrar do outro lado. E isso, hoje por hoje, é uma mais-valia impressionante. Num mundo cada vez mais congestionado, com pessoas empacotadas em apartamentos, com todo o tipo de barulhos a fazerem-se ouvir através de paredes que parecem de esfevovite, a casa de banho é a maior garantia de privacidade de uma pessoa.
Aliás, quando isto começar mesmo a apertar, acredito que não teremos mais que 4 metrosX4 a servir de habitação. Uma cama desdobrável, uma televisão no lugar do bidé e uma banca dividida entre lavatório e lava-loiças. Espero já não andar por cá nesta altura.
Bem, vai-me faltando o tempo e já não poderei fazer uma dissertação sobre os pastéis de nata. É pena, porque neste domingo comi um que sorriu para mim no café e voltei a lembrar-me que aquilo é mesmo uma das melhores coisas do Mundo. Como digo várias vezes, o gajo que inventou o pastel de nata deve estar rico, e nós continuámos por cá, a contar tostões. Ninguém demonstrou interesse em apoiar a minha ideia dos cotonetes adaptados para o nariz. Paciência.
(Vítor Hugo Alvarenga)
PS: Tudo isto para servir de apresentação à minha pessoa, para quem se interessar por isso. Basicamente, fui Rei das Postas na primeira edição do torneio e esta apresentação serve de exemplo da minha verborreia escrita. Ao vivo, sou bem mais calmo, acanhado até.